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Tecnoparque dá os primeiros passos

Programa de atração de empresas de base tecnológica para Curitiba
começa a sair do papel, mas ainda tem grandes desafios pela frente

Publicado em 19/01/2009 - Jornal Gazeta do Povo | Felipe Laufer

O Tecnoparque – programa de atração de empresas de base tecnológica para Curitiba – começa, aos poucos, a sair do papel. Um dos passos concretos foi dado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), que deu início à implantação do seu parque tecnológico e já colhe alguns frutos: a Genband, multinacional norte-americana da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), instalou em Curitiba no ano passado seu centro de pesquisa e desenvolvimento para a América Latina, dentro do que será o condomínio de empresas e parque tecnológico da PUC-PR. Em um prédio adquirido da Companhia Providência, em frente à PUC, no bairro Prado Velho, trabalham atualmente dezenas de engenheiros da companhia. Recentemente, a Automa, empresa de automação comercial, juntou-se à Genband.

Assim como elas, outras 61 empresas já estão enquadradas ou em processo de enquadramento no programa Curitiba Tecnoparque, de acordo com a Agência Curitiba de Desenvolvimento, empresa que tem a prefeitura como parceira e trabalha na atração de investimentos para a cidade. A grande maioria delas, no entanto, já estava em Curitiba antes da assinatura do decreto que criou o Tecnoparque. O Parque de Software, por exemplo, criado há mais de 10 anos, tem cerca de 20 empresas fazendo parte do Tecnoparque. Mas outras – novas – já estariam a caminho de Curitiba. "O Tecnoparque já é um sucesso", avaliou, no fim do ano passado, o presidente da Agência Curitiba, Juraci Barbosa Sobrinho.

Mas há ressalvas. A recente regulamentação do programa – o decreto que o cria foi assinado em abril do ano passado pelo prefeito Beto Richa – e a crise financeira internacional – que mostrou sua fase mais aguda da metade do ano passado para cá – podem estar atrasando o plano de empresas e investidores. Além disso, a Linha Verde, intervenção urbana imprescindível para a instalação de empresas em um dos pólos do Tecnoparque, teve apenas uma de suas fases concluída.

Para se ter uma idéia, a primeira torre do Curitiba Office Park, condomínio empresarial no coração do Tecnoparque e projetado sob medida para empresas de serviços e tecnologia, será entregue em março, mas, por enquanto, nenhuma empresa fechou contrato para se instalar lá. A informação é de Eduardo Schulmann, diretor da Top Imóveis, realizadora do empreendimento em parceria com a BP Empreendimentos.

"É delicado. Não obstante a gente esteja oferecendo um produto compatível com a demanda do mercado, ainda não temos nada fechado", avalia o empresário. "O principal neste momento não é só a crise, mas a falta de parâmetros para que essas empresas estabeleçam projetos de longo prazo. No caso da venda de serviços, principalmente para exportação, não existe segurança no câmbio para que essas empresas fechem contratos de longo prazo."

Barbosa Sobrinho, da Agência Curitiba, diz que, por conta da falta de edifícios corporativos, a maioria das empresas já enquadradas no Tecnoparque ainda não está instalada em uma das cinco áreas definidas pela prefeitura para o programa (veja infográfico nesta página). A idéia é que a atração de companhias funcione como um indutor do desenvolvimento dessas regiões. Questão de tempo, diz ele, que acredita que essas empresas se mudarão para as áreas do Tecnoparque tão logo tenham imóveis à disposição. Mas o exemplo do Curitiba Office Park mostra que somente a oferta de espaço pode não ser suficiente.

O programa da prefeitura oferece às empresas enquadradas um desconto de 5% para 2% no Imposto Sobre Serviços (ISS). Em duas áreas – no Parque de Software e no chamado Núcleo Empresarial, na Linha Verde – há também a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por 10 anos para construtoras e incorporadoras.

Mas a questão fiscal é apenas uma das facetas do programa, que busca inserir Curitiba no contexto de "tecnópolis" – uma cidade-pólo de empresas de base tecnológica. "Aproveitamos a cultura existente em Curitiba, a questão urbanística e os vetores urbanos, identificamos os ativos tecnológicos já existentes e trouxemos agora o vetor fiscal. O Tecnoparque é um conceito, não uma área física para instalação de empresas", frisa o presidente da Agência Curitiba. A prefeitura pretende também trabalhar com certificação para que as empresas enquadradas no programa possam exibir o "label" (rótulo) do Curitiba Tecnoparque.

Mas ainda sobram desafios – entre eles a oferta de mão-de-obra capacitada para atender à demanda das empresas que vierem a se instalar em Curitiba. Quando o programa foi lançado, falava-se na abertura de 15 mil vagas na cidade só no setor de Tecnologia de Informação e Comunicação, para cargos que exigem curso superior e, na maioria das vezes, fluência no idioma inglês. Neste último aspecto, o Brasil perde feio de países como a Índia e a China, por exemplo, com os quais também disputa as companhias.


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